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Escrever de coração

  • 5 de dez. de 2021
  • 2 min de leitura

Atualizado: 12 de dez. de 2021


Quando comecei este projeto, achei que ia ser mais fácil. Achei que escrever o que está no meu coração ia ser simples como sempre foi para mim. Essa não é a verdade, não por enquanto.

Escrever o que tenho no coração, agora que outros podem ver o que escrevo, tornou-se um desafio. É preciso ter coragem para ser quem sou e mostrá-lo, sabendo que posso ser rejeitada por isso. Não tenho essa coragem por completo ainda.


Dei por mim a esconder-me, a esconder os meus pensamentos e sentimentos. Ninguém pode saber, pois não vão gostar de mim quando descobrirem o que tenho dentro de mim. Achei que pelo menos aos meus amigos ia ter a coragem de mostrar, mas não. É fácil ser rejeitada por estranhos, mas não por amigos. Não por família. Assim que deixo-me ficar no silêncio um pouco mais.


Dei por mim a pensar bem no que escrevo, a medir as palavas. A pensar de que maneira posso evitar ser rejeitada por aqueles que mais amo. Dei por mim a pensar no ridículo que é este projeto, bem como a pessoa que o executa. Mas não posso ainda desistir dele.


Escrever de coração não é fácil. Não é fácil quando há confusão e medo cá dentro. Não é fácil quando se escreve já a pensar no resultado. Talvez fosse fácil se houvesse mais paz e humildade nas minhas palavras, mas por enquanto essa não é a realidade.


Vulnerabilidade é a ponte para a autenticidade, mas o medo de cair da ponte impede-nos de atravessar. Ficamos a olhar com olhos esfomeados para quem poderíamos ser, para as oportunidades que poderiam fazer parte da nossa vida, mas que estão do outro lado da ponte. Autenticidade é o que eu procuro. É preciso ter a coragem de errar, de aprender quem eu não sou, para poder chegar ao que sou. É preciso abrir o meu coração e ver o que lá tem dentro, expondo-o ao mundo, deixando-o vulnerável. É preciso confiar que, mesmo depois de todas as vezes que o meu coração quebra, consigo montá-lo de novo.



Este projeto pode até ter a sua dose de ridículo, mas quem sou eu para negar o ridículo que há em mim? Desafio-me a aceitar todas as partes de mim, boas e menos boas, ridículas ou não. Desafio-me a aceitar-me mesmo quando sei que nem tudo o que eu faço é bom. Desafio-me a validar quem sou e o que faço, apesar das opiniões dos outros.


Escrever de coração não é fácil, porque é preciso admitir as dificuldades, as sombras, as dúvidas e os medos, além das certezas e confianças, amor e luz. É preciso deixar claro, no entanto, que mesmo havendo sombra no meu coração, também há luz. Escolho focar-me na luz. Escolho focar-me no meu caminho, que é uma aprendizagem. No perdão, para comigo e para com os outros. No amor, para todos os aspetos de mim.

 
 
 

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